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Hackathon Itaú: como a NewHack apoiou o programa de estágio

A NewHack apoiou o time responsável pelo programa de estágio do Itaú na realização do Hackathon Itaú 2026, em 26 e 27 de setembro, contribuindo com metodologia, convite a mentores de mercado, validação dos desafios e facilitação. Para mim, estar nesse projeto também significou reencontrar uma história: em 2018 e 2019, ainda na Shawee, ajudamos o banco a recrutar talentos de tecnologia por meio de hackathons.

Registro coletivo no encerramento do Hackathon Itaú 2026, do programa de estágio, com apoio da NewHack
Participantes e equipe reunidos no encerramento do Hackathon Itaú 2026. Foto enviada pelo acervo do evento.

Há empresas que olham para um hackathon como uma experiência pontual. Na minha trajetória com o Itaú, acompanhei o formato sendo usado em momentos diferentes para aproximar pessoas, tecnologia e desafios do banco. O que conecta essas experiências é a oportunidade de conhecer alguém enquanto essa pessoa aprende, faz perguntas e constrói junto com outras.

Foi um prazer participar dessa nova edição com a NewHack. Além de apoiar a facilitação, atuei como mestre de cerimônias e compartilhei no palco como os hackathons mudaram a minha vida. A conversa sobre talentos, para mim, sempre passa também pelas oportunidades que conseguimos colocar ao alcance de mais gente.

Uma história com o Itaú que começou na Shawee

Em 2018 e 2019, na Shawee, ajudamos o Itaú a encontrar e recrutar talentos de tecnologia por meio de hackathons. O banco já explorava esse caminho em processos seletivos: reunir pessoas em torno de um desafio e criar um ambiente em que elas pudessem mostrar como pensam, colaboram e desenvolvem soluções.

O Itaú Insights e o Batalha de Dados Itaú fazem parte desse histórico de projetos com o banco. Os vídeos abaixo registram essas experiências e ajudam a dar contexto à relação que continuamos construindo ao longo dos anos.

Em 2025, já com a NewHack, organizamos um hackathon de multicloud e um hackathon interno com o Itaú. Em 2026, foi a vez de apoiar o time responsável pelo programa de estágio. São iniciativas com objetivos próprios, mas com um aprendizado em comum: a qualidade da experiência depende do cuidado com o desafio, com as pessoas e com a condução do trabalho.

Essa continuidade está na minha trajetória e na experiência que levo de uma etapa para outra. Os projetos de 2018 e 2019 foram realizados pela Shawee; o apoio ao programa de estágio em 2026 é da NewHack. Conto mais sobre essa relação em Da Shawee à NewHack: aprendizados sobre hackathons e comunidades.

Como a NewHack apoiou o hackathon do programa de estágio

Nosso trabalho foi contribuir com o time do Itaú para dar mais consistência à jornada dos participantes. Levamos parte da nossa metodologia, convidamos mentores de mercado, participamos da validação dos cases de desafios e apoiamos a facilitação durante o encontro.

  • Metodologia: ajudar a organizar o percurso entre entender o problema, desenvolver uma proposta e apresentar o que foi construído.
  • Mentores de mercado: aproximar os participantes de profissionais que trouxessem perguntas, referências e perspectivas de quem enfrenta desafios na prática.
  • Validação dos cases: revisar a clareza dos problemas e das entregas esperadas, para que as equipes tivessem uma direção compreensível.
  • Facilitação: apoiar o ritmo do trabalho, os momentos de orientação e a comunicação ao longo da experiência.
Participantes e mentores conversam em torno de computadores durante o hackathon do Itaú
As conversas de mentoria ajudaram as equipes a desenvolver e revisar suas propostas. Foto: acervo do evento.

Em uma mentoria, uma boa pergunta pode ajudar mais do que uma solução pronta. O papel de quem orienta é criar espaço para que a equipe explique suas escolhas, perceba lacunas e decida o próximo passo. Esse cuidado preserva o protagonismo dos participantes e torna o aprendizado parte da entrega.

A etapa de apresentações reuniu 14 projetos. Para além de chegar ao palco, cada equipe precisou organizar o que havia construído e comunicar seu raciocínio. É nessa passagem entre ideia, trabalho em grupo e apresentação que uma experiência como essa ganha profundidade.

Os mentores que contribuíram para a experiência

Agradeço aos mentores que compartilharam tempo, experiência e perguntas com as equipes. Essa contribuição ajudou a aproximar os desafios das perspectivas de profissionais de mercado:

Um guia para levar os aprendizados das mentorias à entrega final

Também reunimos as orientações da segunda rodada de mentoria em um guia de dicas para os participantes. O material transformou os alinhamentos em referências que as equipes podiam consultar enquanto preparavam suas entregas. Eram orientações de apoio, sem criar novos entregáveis nem alterar os critérios de avaliação.

Entre os pontos do guia estavam a clareza do problema, a conexão com o case, o recorte de uma solução demonstrável e a definição de como medir seu valor. As dicas também abordavam o uso justificado de IA, o cuidado com os dados, a divisão do trabalho e a preparação de uma apresentação compreensível.

Uma orientação atravessa o material: a equipe precisa conseguir explicar o que está pronto, o que é simulado e o que ainda precisa ser validado. Mentores oferecem perspectivas; os participantes continuam responsáveis por suas decisões. Esse é um aprendizado que pode acompanhar cada pessoa depois do hackathon.

Leia o guia de dicas dos mentores do Hackathon Itaú 2026 (PDF, 2 páginas).

Por que usar hackathons em processos seletivos

Um currículo conta parte de uma trajetória. Um desafio em equipe acrescenta situações em que é possível observar como a pessoa escuta, formula perguntas, lida com uma restrição e compartilha conhecimento. É uma oportunidade de conhecer competências em ação, especialmente quando os participantes ainda estão no começo da carreira.

Esse potencial exige cuidado no desenho da experiência. Desafios claros, critérios conhecidos e acesso à orientação ajudam as pessoas a entender o que precisam fazer e como apresentar seu trabalho. A colaboração precisa ter espaço real, assim como a possibilidade de revisar uma decisão depois de receber uma pergunta difícil.

Para quem organiza, vale separar os objetivos: um hackathon para recrutamento tem uma finalidade diferente de um encontro para experimentar uma tecnologia ou desenvolver propostas internas. A metodologia precisa acompanhar essa finalidade. É essa conversa que orienta o escopo antes de escolher agenda, ferramentas e entregáveis.

Hackathons mudaram a minha vida

No palco do Itaú, compartilhei um pouco da minha própria história. Os hackathons me aproximaram de pessoas e possibilidades que eu ainda não conhecia. Essa vivência influenciou a construção da Shawee e continua presente na forma como penso a NewHack.

Rodrigo Terron no palco do Itaú, falando sobre sua trajetória e os hackathons
Minha participação como palestrante trouxe a história pessoal por trás do trabalho com hackathons e comunidades. Foto: acervo do evento.

Eu não comecei enxergando o caminho inteiro. Por isso, quando encontro pessoas iniciando sua trajetória profissional, penso na responsabilidade de tornar esse caminho um pouco mais visível. Compartilhar uma experiência, uma referência ou uma dúvida pode ajudar alguém a perceber uma possibilidade que ainda não estava no seu horizonte.

O futuro não chega para todos ao mesmo tempo. Quem tem mais consciência das possibilidades tem também o dever de compartilhar.

Essa foi uma das mensagens que levei para a conversa. Ter acesso a conhecimento, tecnologia e pessoas cria uma responsabilidade: fazer esse acesso circular. Um encontro como o hackathon pode ser um lugar para isso acontecer, com gente disposta a aprender e gente disposta a dividir o que sabe.

Organizar um hackathon é cuidar da experiência de quem participa

Da Shawee à NewHack, um aprendizado continua comigo: um bom hackathon começa antes de as equipes se reunirem. Ele começa quando entendemos o propósito do projeto, desenhamos um desafio que faça sentido e reunimos pessoas capazes de contribuir para aquela jornada.

Na NewHack, aplicamos esse repertório na organização de hackathons e em projetos de inovação corporativa. O trabalho pode envolver consultoria, facilitação, produção, plataforma, divulgação e Developer Relations, conforme a necessidade de cada iniciativa. Também explicamos como essas escolhas mudam entre os formatos online, presencial e híbrido.

No programa de estágio do Itaú, tivemos a oportunidade de contribuir com a metodologia, os mentores, os desafios e a condução do encontro. Foi um prazer estar ao lado do time responsável por esse projeto e de todas as pessoas que colocaram energia em construir, perguntar e compartilhar. Obrigado ao Itaú pela confiança, aos mentores pela troca e aos participantes por fazerem essa experiência acontecer.

Founder da NewHack e da Entrypoint e OpenAI Codex Ambassador. Cofundador e ex-CEO da Shawee, que se fundiu à Rocketseat, onde foi COO e CEO. Aplica essa experiência na conexão entre empresas, desenvolvedores e empreendedores. Lidera também a AI House Brasil e escreve sobre empreendedorismo, inovação e IA aplicada a quem constrói.

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