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Da Shawee à NewHack: aprendizados sobre hackathons e comunidades

A ligação entre Shawee e NewHack passa pela minha trajetória como empreendedor. Cofundei e liderei a Shawee, que se fundiu à Rocketseat. Hoje, na NewHack, ao lado de Paulo Braga, aplico os aprendizados sobre hackathons, comunidades e conexão com empresas em iniciativas de inovação e educação empreendedora.

Quem me conheceu organizando hackathons pode ter uma pergunta bastante prática: onde encontro hoje esse trabalho? A NewHack é o espaço em que reúno essa experiência para conectar empresas, desenvolvedores e founders. Para explicar o que fazemos agora, vale voltar a algumas decisões dessa trajetória.

O que aconteceu com a Shawee

A Shawee combinava organização de hackathons com tecnologia para gerenciar a participação e as entregas dos eventos. Em novembro de 2020, anunciamos a fusão com a Rocketseat, aproximando essa experiência de uma comunidade dedicada à formação de desenvolvedores. A operação foi registrada pela Exame no anúncio da fusão.

Depois da Shawee, fui COO e CEO da Rocketseat. Em 2024, lancei a NewHack. A conversa com Paulo Braga aproximou nossas iniciativas e deu origem também à Entrypoint, voltada a investimento em startups. Contei esse percurso na entrevista ao Startups sobre NewHack e Entrypoint.

São etapas diferentes, com escopos próprios. Os projetos realizados pela Shawee pertencem à história da Shawee. A experiência que desenvolvi ali faz parte do repertório com que construo a NewHack hoje.

Um desafio concreto dá sentido ao encontro

Meu primeiro contato com hackathons mostrou como um período concentrado de trabalho podia aproximar pessoas, conhecimento técnico e problemas de negócio. No PodCafé Tech, a partir de 05:34, contei como essa vivência levou à organização dos primeiros eventos e, depois, à construção da Shawee.

O aprendizado que levo para o desenho de um programa é começar pela pergunta da empresa. Quem vive o problema precisa participar da definição do desafio. Isso ajuda os desenvolvedores a entender o contexto e permite que a avaliação considere a utilidade do que foi construído.

Imagine uma empresa que quer explorar IA no atendimento. Antes de reunir equipes, ela pode delimitar uma tarefa, como encontrar a informação necessária para responder a uma dúvida recorrente. Com exemplos autorizados e alguém da operação disponível, o grupo consegue investigar uma situação real e explicar o que aprendeu.

A relação com a comunidade precisa continuar

Uma comunidade ganha valor quando as pessoas encontram motivos para voltar. O encontro inicial pode abrir uma conversa, mas os próximos contatos precisam oferecer espaço para compartilhar dúvidas, testar ideias e ajudar outros participantes.

Para uma empresa que quer se aproximar de desenvolvedores, isso começa pela qualidade da experiência: documentação acessível, suporte durante a construção, desafios compreensíveis e retorno sobre os projetos. A confiança cresce quando a marca acompanha o trabalho que incentivou.

Na NewHack, essa perspectiva orienta a conexão entre encontros, mentorias e programas. Ao desenhar uma iniciativa, vale definir quem mantém o relacionamento depois, quais participantes querem continuar e que próximo passo é viável para cada grupo.

O protótipo precisa encontrar um próximo responsável

Um hackathon pode produzir aprendizados, novas relações e demonstrações de soluções. Para que um projeto avance dentro da empresa, é preciso combinar a passagem para a etapa seguinte: responsável, hipótese de teste, usuários e uma data para avaliar os resultados.

É o que detalho no roteiro de como levar um protótipo de hackathon a um piloto. Esse cuidado permite reconhecer tanto uma oportunidade de continuidade quanto uma hipótese que precisa ser revista.

Como essa experiência aparece na NewHack

A NewHack reúne hackathons e inovação aberta, ações de Developer Relations, educação empreendedora e imersões. A proximidade com founders também se conecta à atuação da Entrypoint em investimento e à AI House Brasil. Cada iniciativa tem seu público, sua proposta e seu escopo.

  • Para empresas: desenhar desafios, mobilizar participantes e organizar experiências de inovação conectadas a uma necessidade de negócio.
  • Para desenvolvedores: encontrar contextos de construção, troca de conhecimento e relacionamento com empresas e empreendedores.
  • Para founders: acessar conversas, mentorias e experiências que ajudem a tomar decisões sobre o próprio negócio.

A história da Shawee ajuda a entender de onde vem parte desse repertório. O compromisso da NewHack é aplicá-lo aos desafios de hoje, com espaço para aprender com cada empresa e cada comunidade.

Se você conheceu meu trabalho pela Shawee e quer conversar sobre uma iniciativa para sua empresa, conheça a atuação da NewHack em inovação corporativa. Para entender quem constrói esse trabalho, veja também os fundadores e a cultura da NewHack.

Founder da NewHack e da Entrypoint. Cofundador e ex-CEO da Shawee, que se fundiu à Rocketseat, onde foi COO e CEO. Aplica essa experiência na conexão entre empresas, desenvolvedores e empreendedores. Lidera também a AI House Brasil e escreve sobre empreendedorismo, inovação e IA aplicada a quem constrói.